Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Para variar, História


O Dn de hoje tem um texto de Mário Soares em que o mesmo dá a sua opinião sobre a crise, a União Europeia, Angela Merkel, e a situação da Grécia.

Há uma parte que achei interessante em que diz que os especialistas consideram esta crise bem pior do que a de 1929, a tal que originou a ascensão dos fascismos. E então rio-me. Rio-me não de Soares. Rio-me desses especialistas, que me lembro ainda há uma década dizerem, aliás juravam a pés juntos, que uma crise como a de 29 jamais voltaria a acontecer, porque "estaria tudo mais controlado".

A ironia do tempo veio confirmar mais uma vez que os homens não aprenderam absolutamente nada. Apesar de todos os avanços, continuamos a ser uma carneirada igual à de 1929.

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Todos somos voyeurs?


E por falar em minetes, há também aqueles que preferiam levar uns broches. É o caso dos tipos que moram agora em frente a mim, e que já os apanhei a mirarem-me quando estou de tronco nu. Só me calha disto na rifa.

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Tenho andado a receber muitos mails e sms's cheios de erros ortográficos. E de pessoas que supostamente não o deveriam fazer, pois são supostamente fãs de leitura e de livros. Vá lá, meus caros, toca a melhorar a escrita, sim? More action and less words, please.

Efemérides



Uma vez que a RTP parece mais interessada em transmitir concursos em que a ignorância reina e galas intermináveis, eis que o Google nestes últimos dias prestou homenagem a dois grandes mestres, cada um no seu ramo de especialização: Charles Dickens e François Truffaut.

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Geografia do mal?


Há uma breve cena em Torn Curtain que sempre achei interessante - o momento em que Julie Andrews se apercebe para onde o seu noivo pretende ir (Alemanha de Leste) e o verbaliza em voz alta "Mas isso fica por detrás da cortina de ferro!", a um indiferente recepcionista de hotel.

Sendo que ainda estava longe de nascer na altura em que o filme foi feito (1966), apenas posso imaginar o que seria ver alguém passar para o outro lado, e o medo que provocava o apenas mencionar o outro lado da cortina.

Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de pensar que conhecendo bem demais a amnésia geral que se instala nas pessoas com o evoluir do tempo, há uma certa semelhança entre este medo que havia do bloco de Leste (Torn Curtain é para todo o efeito anti-comunista) e os medos semeados recentemente pelos Estados Unidos em relação ao Afeganistão e ao Iraque.

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Mudança: precisa-se

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Balanço pessoal e do blog

Sinto-me cansado, sinto-me um velho dentro do corpo de um homem de 28 anos. Sinto que as pessoas custam caro a mudar, e vejo os mesmos erros serem repetidos dia após dia. Parece que as pessoas não conseguem aprender nada com a História.

Além disso, sinto-me sem grandes ideias para meter aqui no blog. Sinto que isto se tornou mais um spot para alguns conhecidos virem coscuvilhar o que ando a fazer do que um sítio onde vêm as pessoas que se preocupam genuinamente comigo.

Das duas uma - ou acabo com o blog ou reformulo isto tudo.

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Obrigado

Durante meses este blog teve uma média baixíssima de visitantes, cerca de 20 diários, havia muitos dias em que só 15 metiam cá os pés. Ultimamente a média subiu inesperadamente para 30, mesmo apesar de não andar a postar muito por aqui.

Um grande bem haja.

A dúvida que me apoquenta hoje é

Vale ou não a pena ver o J. Edgar? A crítica do Dn é altamente (demasiadamente?) favorável. A crítica do Público é (como é habitual) negativa. Em qual deles confiar?

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Porque a Internet foi inventada


Precisamente para construir genuínas obras de arte pop, como é o caso deste vídeo, que descobri graças a esta notícia de hoje do DN.

O vídeo parte de uma premissa absolutamente brilhante e, embora nem todos os momentos sejam bem conseguidos, o empenho de muitos intervenientes é mais do que evidente, tanto a nível de interpretação como de desenhos.

Escusado será dizer que a herança que George Lucas irá deixar, transcende gerações, estratos sociais, e culturas. Este é simplesmente um dos filmes mais conhecidos de todo o sempre.

E este é um dos maiores actos de amor que se pode fazer a um filme.