terça-feira, 29 de dezembro de 2009

The Devil Rides Out (1968)


Foi bom rever The Devil Rides Out. E, o que é mais bizarro, é que o filme não parece de todo desactualizado; podemos facilmente imaginar rituais deste género a ocorrer por aí - a Serra de Sintra, como sabemos, não se livra da fama.

É bom ver Christopher Lee como herói da história, para variar; e ter personagens, num filme da Hammer, que não se comportam como temerários que nunca viram filmes de terror.

domingo, 27 de dezembro de 2009

João Lopes, agora na quadra natalícia, esmerou-se com mais dois fantásticos textos de análise social/mediática:

- Um sobre o vazio em que as pessoas caíram, com o excesso de e-mails e sms's de Boas Festas;

- O outro, que foi publicado no DN, encosta à parede os políticos conservadores que idealizam uma família que nunca existiu, parece mesmo que poucos deles viram o Rebel Without a Cause; bem como critica a parca escolha que temos na TV aos Domingos à noite. Eu até sou capaz de ver os Ídolos, mas Uma Canção para Ti deve ser um dos programas mais estúpidos que se criaram na face da terra.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Rendi-me ao Blu-ray


Há uns poucos anos, fiquei aborrecido com a chegada do DVD - ter que comprar um leitor de um novo formato, quando tinha tantas cassetes com boa qualidade de imagem; não fazia muito o meu género, iria pesar na minha bolsa se o fizesse. Além disso, encontrava diversas vezes (e ainda hoje encontro) edições de filmes mais antigos com uma imagem baça, totalmente vergonhosa, praticamente igual à das cassetes que tenho nas estantes. Mantive-me na minha, indiferente à publicidade exagerada em torno do DVD, e comprei poucos exemplares nesse formato desde então, uns 50 talvez, sendo que muitos me foram oferecidos ou saíram em jornais.

Há poucos dias, tive a oportunidade de dar uma vista de olhos ao Blu-ray de Zulu, um clássico dos 60's com Michael Caine, e devo dizer que o Homevideo quando foi criado há coisa de 30 anos, foi exactamente para se chegar a este ponto - o da perfeição. Esqueçam tudo o que viram para trás noutros formatos pseudo-nítidos. O Blu-Ray veio finalmente trazer justiça ao caos do mercado de DVD - os filmes antigos finalmente têm tão boa qualidade de imagem quanto os modernos. A parte que eu vi do filme, correspondia à de uma batalha com soldados vestidos de vermelho - talvez nunca me tenha sentido tão dentro de um filme desde o Senhor dos Anéis, quando o vi na sala de cinema, e talvez nunca tenha visto casacos vermelhos tão reais, só mesmo ao vivo.

Por falar em Senhor dos Anéis, deslumbrem-se com este clip, da terceira parte da trilogia, O Regresso do Rei. É a espectacular cena em que o Hobbit e Gandalf acendem o farol a pedir ajuda aos reinos vizinhos, ao som da inultrapassável música de Howard Shore. Experimentem mudar o vídeo para HD (carregando no botão junto ao som) e vejam a diferença. Só uma palavra - Wow!

A maratona de filmes portugueses continua...


Tenho aproveitado estes dois dias frios de Natal para me actualizar em termos de Cinema Português:

- Second Life (2009), realizado e criado por Alexandre Valente, não é tão mau quanto a crítica dizia. Está bem que a história não tem nexo nenhum, mas quando é que voltaremos a ter oportunidade de ver Cláudia Vieira, Liliana Santos e Sandra Cóias nuas? Se virmos o filme do ponto de vista da representação, é engraçado ver apresentadores de televisão em pequenos papéis, enquanto os outros actores (como Lúcia Moniz) representam o papel mesmo a sério. É um filme brincadeira para não se levar demasiado a sério, e é injusto os críticos terem pedido mais do que isso.

- Aquele Querido Mês de Agosto (2008), de Miguel Gomes, é um grande filme, no sentido mais ortodoxo do termo; que me surpreendeu por mostrar planos, paisagens, pessoas e sentimentos que eu pensava que nunca na minha vida iria encontrar num filme português. Já não era sem tempo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Algumas opiniões breves sobre 2 filmes portugueses

...que vi nos últimos dias.

Call Girl (2007), de António Pedro Vasconcelos, é um rumo alternativo que o cinema português comercial poderá levar. É cinema de massas e é de qualidade. Não é uma grande obra para pensar sobre as grandes coisas, mas é um filme que tem tempo de deixar a sua mensagem sobre o estado do país. Soraia Chaves arrasa. Não é Ava Gardner, mas também não precisa de o ser.

Odete (2005), de João Pedro Rodrigues, é um filme absolutamente bizarro que tem que ser visto. É bem filmado que se farta - há cenas que considero do melhor que vi ultimamente, como a do cemitério à noite com as velas. O único senão do filme é o mesmo de que padece "Crash" de David Cronenberg - tocar algumas vezes o mau gosto. E Ana Cristina Oliveira parece uma daquelas junkies dos filmes do Pedro Costa. Tsc, tsc.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Crime sem castigo


Match Point, realizado por Woody Allen em 2005, é um filme essencial, mesmo apesar da sua longa duração.

É daqueles filmes que nos põem decididamente a pensar. Recomendação: Não ver numa tarde de domingo solitária.

Imperdível

A discussão em torno do estado da crítica de cinema em Portugal. N' O Homem que Sabia Demasiado.
Eu, apesar da minha opinião não muito favorável (o que não falta aí é tipos a escreverem em jornais com um pensamento cinéfilo que não tem pés nem cabeça), reconheço a sua importância, pois fazem-nos pensar sobre questões que muitas vezes nos esquecemos ao visionarmos os filmes.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O círculo está completo


Será Instinto Fatal o melhor filme da década de 90? É uma forte possibilidade, penso que este thriller sexual justifica e bem a barafunda que o público fez na altura. Finalmente consegui ver o filme por completo, e devo dizer que aqueles críticos que à data da estreia dipensaram o filme com 1 ou 2 estrelas, vão ter vergonha no futuro, pois daqui a 10 anos o filme vai ser considerado uma obra-prima do cinema.

O filme parece ser uma espécie de sequela infernal do Vertigo do Hitchcock, com uma Judy regressada de um túmulo algures em S. Francisco para se vingar do detective; desta vez reencarnada na forma de uma escritora de policiais, predadora sexual, manipuladora e assassina.

O clip que eu meti em cima, pertence à cena mais emblemática do filme - o traçar da perna - mas é só mesmo para ter mais visitas no blog. Vão por mim, o filme é muito mais do que esta cena. A realização de Paul Verhoeven é de mestre e Sharon Stone tem um dos papéis mais sexys e emblemáticos da História.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A descobrir



Total Recall é uma relíquia esquecida do período de transição dos 80's para os 90's, aquela época doida de filmes violentos, tais como Robocop ou Terminator.

Uma premissa fascinante, com um futuro criado pela mente de Philip K. Dick, e uma boa oportunidade de rever Sharon Stone, quando esta era considerada a mais sexy do planeta, lugar esse mais ou menos ocupado hoje por Angelina Jolie.

Texto interessante sobre as dobragens de filmes...

Em belos países que acreditávamos serem civilizados, como a Espanha e a França. Depois disto, só me apetece gritar uma coisa que nunca pensei vir algum dia a fazer: VIVA PORTUGAL!!! N' O Homem Que Sabia Demasiado. Leiam-no.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um dos melhores filmes da década


OK, pode não ser o protótipo de uma obra-prima "séria" (lugar esse que é reservado muitas vezes para coisas fúnereas, dirigidas por Sokurov), mas Shaun of the Dead é um dos melhores filmes / surpresas que vi desta década. É um filme de zombies assustador e é ainda uma hilariante comédia, escrita e interpretada pelo grande Simon Pegg (virtualmente desconhecido fora de Inglaterra, se compararmos com tipos assépticos dos EUA, como Ben Stiller); que para além de ser um filme que parodia um género e uma sociedade em particular (a working class inglesa), ainda tem tempo de acabar em chave de ouro, parodiando a cultura televisiva e da fama. E fazer isso bem feito é para poucos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Séries da minha infância, que cada vez que começavam, me faziam desligar a T.V. #1


"O Barco do Amor" era uma delas. Como todos os garotos daquela idade (8/10 anos), simplesmente não tinha pachorra para histórias de amor e, para mim, aquilo era tudo uma pieguice pegada. Quando muito, quando queria ver séries de adultos via "Os Vingadores", que sempre tinha mais estilo, enredos policiais, e personagens excêntricas.

Quando repetiu há pouco tempo na TV Cabo constatei, para choque meu, que aquilo até tinha alguma piada, e uma certa qualidade kitsch muito característica daqueles anos. De certa forma, a série era uma maneira das velhas estrelas de Hollywood arranjarem trabalho - neste episódio aparece Anne Baxter.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O texto de João Lopes


João Lopes escreveu mais um texto interessante, desta vez àcerca de Casablanca e da memória das imagens. Compreendo a tonalidade nostálgica dele e até me identifico no geral com o texto e com a sua óbvia mensagem ("Antigamente é que era"), mas há um argumento que ele lança a certa altura e que eu não posso concordar de maneira nenhuma:

"Estamos a falar de um tempo em que as imagens e os sons dos filmes não existiam como matérias de circulação imediata e imediatista."

Acontece que os velhos tempos, para mal de João Lopes e dos nostálgicos, não eram tão bons quanto isso. Na altura, os filmes eram feitos para circulação imediata e não para preservação, eram para consumo imediato e não para ganhar dinheiro passados 50 anos. A prova disso é que a quase totalidade da primeira temporada desta gloriosa série está perdida para sempre - pois na altura, regra geral, deitava-se fora os registos fílmicos logo após a sua primeira exibição.

O melhor filme desta década?


Kill Bill é uma boa possibilidade, se bem que seja difícil dizer se será O MAIOR Tarantino por excelência, depois de títulos tão poderosos como "Death Proof" ou o novinho "Inglorious Basterds".

Mas ao rever hoje o filme (as duas partes), pela primeira vez após a sua estreia no cinema há coisa de 5 anos, e tendo já visto algumas coisitas bacanas em termos de Cinema, posso dizer que isto é o mais próximo que podemos chegar de uma obra-prima absoluta.

A minha noite passada

Esta Sexta-feira tive uma das noites mais transcendentes da minha vida, senão até a melhor noite da minha vida. Inicialmente pensava estar no seio da família Manson, o que me fez ficar um pouco amedrontado; mas depois, e para muito prazer meu, constatei estar na companhia de pessoas com excelente energia positiva, capazes de curar uma pessoa só com o poder da palavra e do olhar. Tudo sob a orientação de uma diva que é ainda uma maravilhosa anfitriã, e também fisicamente parecida com a grande Debbie Harry.
Os meus maiores e mais sinceros agradecimentos ao meu amigo João Franco, por me ter possibilitado um dos serões mais reveladores da minha vida.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Desafiante


Mesmo os filmes que não são considerados os melhores de Cronenberg, são filmes interessantíssimos e que nos põem a pensar. The Dead Zone é um desses filmes. É acerca de um homem com poderes psíquicos, que preve o futuro. Com o seu dom, pode vir a mudar o mundo. A questão que se impõe é se valerá a pena o sacríficio?...