sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ora aí está uma grande verdade

"A pessoa neste mundo está geralmente na defensiva, porque vive no medo e na paranóia de que os outros não gostem dela."

Paulo Coelho

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Citizen Kane, Os Simpsons, Ontem e Hoje

Agora, num episódio dos Simpsons na FOX, Liza dizia a Homer "But Dad, what will people think...?" e Homer responde agressivamente "What I tell them to think!!"; que é uma oportuna homenagem ao diálogo à mesa em Citizen Kane, entre a personagem de Orson Welles, o magnata da imprensa Kane, e a sua recém-esposa, numa agressiva e perigosa afirmação de autoridade sobre as massas.

E essa frase fez-me lembrar, mais uma vez, a vergonhosa manchete desta semana do Metro, "Cassete Sócrates mantém discurso". WTF?!? Cassete???!! Está bem que eu não sou apoiante de Sócrates, nem nunca o fui, mas se isto é jornalismo imparcial e sério, eu vou ali e já venho. Isto quase parece aqueles panfletos de propaganda que os nazis atiravam de avião, sobre as populações dos países por conquistar.

Esta manchete sim, é a vergonha nacional, bem como Manuela Moura Guedes mais José Eduardo Moniz. É premente lidar com esta questão quanto antes, isto é como uma espécie de fungo que deve ser travado, para bem da saúde mental dos portugueses. Da culpa de Sócrates tratamos depois, meus senhores.

A situação jornalística portuguesa (ou: A culpa é do Governo!)

Ultimamente, têm sido escritos textos bastante interessantes àcerca da confusão instalada pelo pobre "jornalismo imparcial", que clama haver "censura na imprensa"; e pelos jornalistas importantes da praça, que têm protestado não haver liberdade de expressão, e estarmos face a um estado de perigo para o país, etc ; apontando inevitavelmente o dedo ao Governo.

João Lopes e André Freire, escreveram 2 textos inteligentes, analisando os argumentos de defesa da classe jornalística, poupando-me em latim qualquer coisa que eu fosse dizer sobre o tema.

Só acrescentarei que eu acredito verdadeiramente que, no fundo, os portugueses nem são más pessoas. Acredito que, à semelhança das crianças, os portugueses nasceram até boa gente; estão mas é a ser manipulados diariamente (tanto na TV, como em jornais gratuitos) por uma corja de caloteiros e exagerados, que à semelhança do miúdo que gritava "Aí vem o lobo, aí vem o lobo!", aproveitam qualquer coisa para fazer uma escandaleira, e começar logo em protestos, e a fazer debates em torno da alegada censura em Portugal.

Meus amigos jornalistas de trazer por casa... como diria um professor meu... vocês sabem lá o que é a censura! No dia em que eu chegar a um café, e eu deixar de ver as tv's sintonizadas em notícias à hora do almoço ou jantar, aí sim - o país estará a andar para a frente.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Reflexão

A vida é, de certa forma, como uma série de TV com várias temporadas. E para tornarmos essa série melhor e mais popular, temos que ir adicionando ingredientes novos e mais ousados, à medida que vamos avançando. Claro que nem sempre vamos ter sucesso, mas também não podemos vencer sempre.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ler cinema, de forma divertida

Aborrece-me de morte ler os críticos de cinema portugueses, às vezes até parece que fazem apostas em qual deles consegue ser o mais críptico/chato, ou quem consegue demonstrar ser o mais misantropo de todos.

Mas há críticos lá de fora que dão um gozo enorme ler - exalam inteligência por todos os poros, e divertem-nos à brava com o seu notável sentido de humor. É o caso do Cinema de Merde, um site americano de um gajo que faz as críticas de forma hilariante e eminentemente cinéfila (não há cá pedantismos literários), classificando os filmes em bom ou mau através da quantidade de Olivias Newton-Johns e Divines que atribui; que adora maus filmes, filmes camp dos 70's, e que faz como eu - mete as emoções dois dedos à frente do intelecto, quando vê um filme, que aliás devia ser a postura de toda a gente.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Crítica de cadeiras

Este é, de facto, um link interessante, que descobri graças ao Cinema Notebook. Só há uns poucos quesitos que não concordo com o jornalista, José Couto Nogueira:

- Ele pode estar mais ou menos certo em termos da decoração da Cinemateca (de facto, havia potencialidades para um espaço mais estético), mas a programação é de longe a melhor da cidade, o que acaba por compensar quase todos os handicaps.
- Ele despreza um pouco o Monumental. Apesar de aquilo não ter átrio, há que não esquecer que a projecção é bacana, o pessoal empregado dá um bom atendimento (e vê-se que percebem de cinema), e o público que o frequenta é civilizado, algo que não se poderá dizer de outros cinemas em centros comerciais.
- O El Corte Ingles até pode ter boas salas, mas aquele fast food todo e restaurantes, antes de lá chegarmos... é simplesmente um big NO NO para mim.
- Se quisermos ir ao Colombo, é desesperante termos que atravessar meio shopping, isto se não nos perdermos no meio de tanta rua de consumismo desbragado. Para ir lá ver um filme, temos que ir num dia em que estejamos cheios de energia para enfrentar dezenas de elementos distratores que nada têm a ver com a Sétima Arte.
- Em relação ao Vasco da Gama, até pode dar a oportunidade de visitar o Parque das Nações, mas é muito mais afastado do centro da cidade, logo só favorece quem mora para aquelas bandas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

É assim que começam os mitos urbanos

Vamos a esclarecer uma coisa, meninos e meninas que me reencaminham mails tolos e crédulos - isto não é verdade, nem nunca houve nada parecido por estas bandas. Julgam que estamos em Gotham City ou quê?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mais uma vez, os perigos do jornalismo televisivo

O João Lopes escreveu um texto interessante, sobre a necessidade dos jornalistas em encontrarem com suposta celeridade quem tem razão e quem não tem, quem são os culpados e quem está livre de suspeita. Para além de Judite de Sousa, também Fátima Campos Ferreira, mesmo sendo uma excelente profissional, também cai frequentemente nesse erro, de procurar soluções rápidas para tudo e assumir um papel salomónico/maternal, no seu Prós e Contras.

Cada vez estou mais certo da minha teoria que, o maior perigo que o nosso país enfrenta não é o governo/s, mas sim a manipulação informativa.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Candidato da Manchúria

Acho que já deve estar tudo escrito sobre The Manchurian Candidate, e o que quer que seja que eu escreva, será chover no molhado, para além de ser de um pedantismo de todo o tamanho; mas devo dizer que, e só para transmitir a minha opinião pessoal, isto é o mais perto que há de grande cinema, ou melhor, isto é o mais perto que há de qualquer grande obra de arte.

Mistura de thriller psicológico, com sátira política, com case study freudiano; o filme é um emblema da sua época, e curiosamente continua a ser tão importante ver hoje como antigamente.. principalmente neste país em que políticos governam/roubam, mas são as figuras pop que são idolatradas/ouvidas. Um must!

Todos o somos

Cinéfilos incompletos. Mesmo os críticos mais convencidos.

A lição dos Mestres

Valquíria é um filme essencial para se perceber as raízes do nazismo, bem como o seu fatal legado à Europa do pós-guerra. Além disso, é um thriller de suster a respiração, mesmo apesar de já sabermos como vai acabar. Admiravelmente realizado por Bryan Singer, e com um cast de actores-mestres como Tom Wilkinson, Terence Stamp e Kenneth Brannagh.