domingo, 28 de março de 2010

Reescrevendo a História

O visionamento, há uns dias atrás, da versão de 1976 d' O Homem da Máscara de Ferro, com Richard Chamberlain e Patrick McGoohan, fez-me lembrar o exemplo do recente Inglorious Basterds, e das formas como por vezes, e sem podermos evitar, a cultura popular se sobrepõe à História tal como aconteceu.

Se por vezes, e de forma nefasta, a cultura popular é tida como verdade absoluta, acima de qualquer suspeita, no lugar de ser feita a devida pesquisa histórica; aqui as obras fílmicas são tão bem construídas, que o espectador nem se importa de ser "enganado". Tanto o final de Inglorious Basterds, bem como todo o enredo integral d' O Homem da Máscara de Ferro não aconteceram mas, neste caso, face à qualidade ficcional, tal deturpação dos factos não é prejudicial para os espectadores menos informados.

Lições a serem retidas

Ver Star Trek II - The Wrath of Khan, transmitiu-me mensagens de quatro ordens distintas - políticas, sociais, éticas e espirituais.

Se, por um lado, a afirmação proferida por Spock (que lhe predestina o sacríficio e a sua subsequente morte) - "As necessidades de muitos, por vezes, têm que se sobrepôr às necessidades de alguns poucos" - é altamente altruísta e uma máxima ética que todo o ser humano devia reter, antes de cair nos excessos e nos fanatismos; por outro lado, o filme faz-me cada vez mais e mais acreditar na Reencarnação do Homem, que aquilo que estamos a fazer hoje, neste preciso momento, vai ter consequências daqui a 100 anos, aquilo que fizermos de bom ou de mau agora, neste preciso momento, vamos deixar como herança às gerações vindouras; por isso é melhor que a herança que deixarmos seja Fraternidade e Amor pelo próximo.

Star Trek - Parte II pode não ser feito do material que vem geralmente nas listas das obras-primas do Cinema, mas é um filme essencial, que nos ajuda a pensar naquilo que estamos a fazer pelo Outro, bem como a reflectir em todo o conceito de Eternidade, e na nossa responsabilidade individual perante o Mundo, enquanto Seres Humanos.

domingo, 14 de março de 2010

Texto breve mas sábio... está lá tudo

Ouça os sussurros do coração

Quando você está em silêncio, seu potencial fala com você, sussurra-lhe no ouvido. E esses sussurros são absolutamente categóricos — não há "se" nem "mas".

O coração não conhece "se" e "mas". Ele simplesmente diz que este é o seu destino: tornar-se pintor ou poeta ou escultor ou dançarino ou músico. Ele simplesmente diz que é assim que você se realizará. Ele começa a direcioná-lo.

A função do mestre é ajudar você a estar em silêncio para ouvir os sussurros internos, então sua vida começa a ser guiada por uma disciplina interior. Por isso, não lhe dou nenhuma disciplina exterior, mas o ajudo a descobrir o seu insight. Você então será livre, andará em liberdade.

Sannyas, portanto, não é um cativeiro, não é um culto, não é um credo — é uma declaração de liberdade, é uma declaração de individualidade, é uma declaração de amor e criatividade.

Osho, em "Meditações Para a Noite"

quarta-feira, 10 de março de 2010

Repensando o blog

Ultimamente, têm-me dado um daqueles ocasionais sudden urges para fechar o blog, por falta de ideias, inspiração, ou porque simplesmente creio que me ocupa mais o tempo do que aquilo que me dá em troca.

Tenho o prazer de dizer-vos que sim, este blog vai acabar (todos acabam, nem que seja quando o autor morre), mas não para já. Ainda tenho algumas coisas para partilhar convosco, pessoal.

domingo, 7 de março de 2010

Descobrindo a saga Star Trek

Parece incrível, mas até há coisa de 2 ou 3 meses, nunca tinha vista nada desta saga. Face a uma obra tão imensa, composta pela série original, passando pelos filmes, e pela Next Generation, um curioso tem uma reacção de ficar intimidado, da igual forma que ficaria ante a um espólio imenso - "Por onde começar?" - perguntei-me eu.

Creio que fazer comparações entre Star Wars e Star Trek é um acto de tolice, pois apesar de as duas serem de ficção científica, a primeira tem mais em comum com filmes de aventuras e de combates de aviões da Segunda Guerra Mundial; enquanto a segunda é mais para adultos, por assim dizer - há muitos menos cenas de acção, grande parte das cenas passam-se dentro da nave espacial Enterprise, e no final, o Capitão Kirk e a sua tripulação têm que se defrontar com um inimigo que, regra geral, desafia as suas velhas crenças de Bem e de Mal, sendo que, depois do confronto, a tripulação sai sempre mais madura, e crente que ainda nada conhece do Universo.

Vale decididamente a pena partir para a aventura e arriscar ver Star Trek, tanto em série de TV como em filmes, mas temos de ir ver com a mente aberta, sem esperar uma repetição de Star Wars ou de outros filmes do género.

"The human adventure is just beginning." - do final do primeiro filme.