segunda-feira, 26 de abril de 2010

Melhor do que me lembrava

Quando acabei de ver o episódio Lonely da série Twilight Zone, lembrei-me automaticamente do filme de culto dos 80's, Cherry 2000, que havia visto há muitos anos na RTP 1, e decidi voltar a visioná-lo.

Pouco me recordava do filme, para além de algumas cenas chave, mas lembro-me que me havia marcado nos meus inocentes anos de infância/começo da puberdade, e que me havia deixado uma indelével imagem de inquietação em relação ao futuro.

Visto hoje, Cherry 2000 é um paradigmático produto dos excessos da década de 80, com a previsão da ganância dos yuppies, e a postura de receio em relação à tecnologia ir de tal forma longe, que poderia ser possível fabricar máquinas à semelhança de mulheres autênticas, para nos darem prazer.

Mas ao mesmo tempo, e apesar de mais de 20 anos passados, a profecia de Cherry manteve-se assustadoramente no ar - segundo o filme, no ano 2017 as relações entre as pessoas serão tão raras, que para não alterarmos a nossa vida laboral, vamos começar a requerer mais os serviços de robots mulheres do que de mulheres de carne e osso.

Este é um clássico esquecido que será reverenciado com o passar dos anos, estou certo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O que é um grande Homem?

Há bocado estava na rua e passei junto de uns homens das obras, que pareciam estar a ter uma inesperada conversa filosófica, e um deles voltou-se para o outro e proferiu "Mas ele foi um grande homem".

Não sei a quem se referiam, se ao Fernando Pessa, se ao Salazar ou se (helás!)ao Hitler. Não interessa muito. O que a frase me fez questionar foi do que é feito um grande Homem, e cada vez estou mais convencido que são bastante poucos. Se virmos, por exemplo, Fritz Lang que eu admiro supremamente enquanto realizador, podia ser um artista extraordinário, mas enquanto pessoa era uma besta.

Daí que esteja cada vez mais convencido que, grandes Homens mesmo foram Jesus, Gandhi, Luther King e pouco mais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

The Servant becomes the Master


The Servant é um dos melhores filmes da década de 60 e um dos maiores de sempre. É um daqueles dramas psicológicos intensos, que nos deixa K.O. no final, de uma maneira não muito diferente de Mulholland Drive. Dirk Bogarde foi talvez o maior actor de todos os tempos, e aqui prova-nos de maneira visceral. Este é um filme do camandro.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Testamento de Ricardo Martins

Tenho-me desinteressado pela blogosfera ultimamente, como podem ver na minha diminuta coluna de links ao lado, como tal, aproveitem o facto de eu ainda andar aqui - pode ser por pouco tempo...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Inesperado

Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev, a ser tocado neste momento, na gala de angariação de fundos para a Madeira, na RTP 1.

Isto sim é serviço público.

Twilight Zone cruza-se com It's a Wonderful Life e Morangos Silvestres

E o resultado é uma das mais belas histórias que vi na minha vida, e apenas com cerca de meia hora de duração. E se pudessemos voltar atrás no tempo e reviver a infância, para tentar perceber a nossa vida de hoje?

Com uma estupenda banda sonora de Bernard Herrmann, recomendo-vos a ver o episódio Walking Distance, da forma que puderem.

O futuro do país discute-se...

Aqui. Passem por ali, este é o melhor post da semana.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Do inexplicável (deja vú)

Cada vez acredito mais e mais na reencarnação. Às vezes, dão-me aquelas sensações de deja vú quando estou nos meus sonhos ou mesmo acordado, para além de algumas situações me fazerem lembrar muito o século XIX, século por quem eu nem sequer nutro uma grande afinidade (ao contrário do meu irmão que é devoto dessa época), mas dá-me a sensação que eu tive uma vida trágica nesse século, e que a minha vida foi afectada por rígidas convenções sociais e que eu hoje em dia estou a ser confrontado com resquícios dessa mesma vida passada. Talvez seja por isso que eu cada vez mais abomine o status quo e procure provocar as pessoas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mais filmes da vida

Lembrei-me de outro realizador com algumas semelhanças temáticas, e que é talvez o meu realizador favorito: Alfred Hitchcock. Gosto praticamente de todos os filmes dele (tirando Under Capricorn), mas estes são os que mais me tocaram:

- Vertigo (1958) é provavelmente o meu filme favorito de todos os tempos. A partir da noite em que o vi, a minha vida mudou.
- The 39 Steps (1935) Antecessor de North by Northwest, mas em muitas maneiras melhor.
- The Lady Vanishes (1938) Mistério so british, que me agarrou como poucos fizeram. Porque já não se fazem filmes assim?
- Rebecca (1940) tenho um especial fascínio por este filme, talvez por ter alguns dos melhores actores e actrizes que pisaram este planeta, e talvez pelas temáticas que, não sendo só do realizador, me fascina aquele universo gótico britânico.
- Spellbound (1945) Psicanálise, Freud, Ingrid Bergman, sonhos e pesadelos. Do que estão à espera para ver o filme?
- North by Northwest (1959) Mistura bestial e única de filme de espionagem com comédia. E tem Cary Grant. Está tudo dito.
- Psycho (1960) Começa sorrateiramente mas torna-se um pesadelo, em que o espectador está sempre a ser surpreendido. Talvez o melhor filme de terror de sempre.