quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A futilidade do Ensino #4

A meu ver, o Ensino ideal deve incentivar a diversidade e pluralidade, tanto de escolhas, opções de vida, bem como de raças e diferentes costumes.

Foi com alegria que reli um texto no manual da 4ª classe em que se celebravam as diferenças raciais - "É tão bom ser preto como o chocolate / É tão bom ser branco como a neve, etc" - a bem de um mundo mais harmonioso e pacífico.

No entanto, não é sem um enorme desgosto que constato o quanto posteriormente o Ensino tende a preferir a massificação do pensamento, no lugar de continuar a apostar na tolerância à diferença. Começam a dar-se autores sem se explicar porquê (Porque sim!, gritavam os professores connosco), começa-se a dar coisas sem sabermos bem a utilidade que terão no futuro (as equações inenarráveis de Matemática), e o diálogo entre professores e alunos não é promovido, ficando antes uma desconfortável e prejudicial distância no ar. Os conflitos na Escola são muitas vezes varridos para debaixo da carpete, sem se preocuparem em como poderão vir a explodir de forma violenta poucos anos depois.

O Ensino português, a manter-se assim, caminhará (e de forma merecida) na direcção da inevitabilidade. E aí será tarde demais, de nada valerá os professores virem dizer que não tinham culpa, e os Ministros de trazer por casa darem desculpas para a incompetência crassa na gestão das escolas.

1 comentário:

Joao Franco disse...

O ensino é muito fechado, e muito pouco individualizado!

É um ensino muito virado para instruir e pouco para educar.

So se tem filosofia, e uma filosofia de livros no 10º ano...

A parte moral é quase sempre limitativa ou com a mao clerical...

Acho que o ensino precisaria de ser repensado!!