quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não sei, nem quero saber

Não votaram nele? Agora desenmerdem-se. As coisas não estão assim tão más quanto as pessoas dizem - se tivessem, não passavam o tempo nos shoppings e a cortar na casaca do patrão e dos colegas de trabalho.

Os melhores filmes de sempre, segundo o AFI #2


Outra escolha acertada. Os musicais pura e simplesmente estão demasiado esquecidos, hoje em dia.

Os melhores filmes de sempre, segundo o AFI #1


Tá bem, é uma lista muito americana, mas há algumas escolhas bastante acertadas. Como esta para primeiro lugar - Citizen Kane é dos maiores filmes que já vi, se não até o melhor. O tema da ascensão e queda de um self-made man milionário, uma interpretação monumental de Orson Welles, aquela fotografia e a banda sonora arrepiante de Bernard Herrmann... Se nunca viram, não são dignos de se chamarem cinéfilos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Duas palavras para João Lopes

Acerca deste texto:

1) Boa iniciativa a de elogiar Cintra Ferreira. São raras as vezes que os críticos se elogiam mutuamente, frequentemente parece até que não se dão uns com os outros.
2) Creio que não tem que recear tanto os críticos nascerem como cogumelos na blogosfera, pois o que não falta por aí é gente a cagar postas de pescada. Críticos a sério, como o João, há poucos.
Bom post n' O Homem Que Sabia Demasiado, sobre o tédio.

Também é algo que eu ocasionalmente padeço. E vocês, que fazem para acabar com o tédio?

domingo, 26 de setembro de 2010

O affair rtp 2

Longe vão os tempos em que a rtp 2 fazia serviço público. Disso já não tem nada, neste momento, tanto a rtp 1 como a rtp 2, procuram ter o máximo de audiência com o mínimo de serviço público, como diz e bem Eduardo Cintra Torres.

Entretanto, o Luís Mendonça e o meu amigo Miguel Domingues lançaram uma petição para uma melhoria da programação de cinema no canal, na qual se inscreveram alguns famosos como Inês de Medeiros e Gonçalo Waddington.

Eu fui dos primeiros a inscrever-me, não acreditando muito que o meu minúsculo nome pudesse surtir algum efeito nos programadores do canal. Mas, ao contrário de Cintra Torres, eu fui movido por outro instinto - pela que eu ainda tenho que isto um dia venha tudo a mudar, e a que as pessoas abram os olhos acerca do que andam a fazer com o nosso dinheiro na TV.

Uma televisão que se diz pública não pode usar o nosso dinheiro para comprar filmes como Harry Potter e Homem Aranha, trazendo lixo atrás que é atirado ao calhas pela grelha. Uma televisão que se diz pública deve servir primariamente o povo a quem ela é subordinada - o povo português.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Como é que eu não vi este filme antes?

Enemy at the Gates (2001) nunca me interessou particularmente ver, talvez pelo poster um tanto desinteressante (a lembrar jogos impessoais de pc), talvez pelo desastre que foi o filme mais ou menos seu contemporâneo e também passado na II Guerra, Pearl Harbor, que me desmotivou de ver épicos de guerra tão depressa.

O que é certo é que há dias apanhei uma cena no Canal Hollywood que me chamou a atenção. Tratava-se de uma cena em que Ed Harris está a falar com o miúdo colaborador que tenta jogar nos dois campos, uma cena de tenebrosa tensão no ar, magnificamente representada. A seguir, aparece-me Jude Law e Joseph Fiennes no ecrã, a fazerem não de americanos, não de britânicos, mas sim - pasme-se - de soldados soviéticos. "Tenho que ver isto", pensei eu.

Programei um visionamento para tão depressa quanto pudesse, e senhores, valeu a pena. A crítica portuguesa e estrangeira desancou forte e feio na altura, mas o filme não o mereceu. Está bem, este é protótipo de produções em que a veracidade histórica não é a preocupação primordial, mas isso é assumido logo desde o começo da história. Enquanto valor de entertenimento, um filme de guerra não consegue ser muito melhor do que isto, acreditem.

Creio que um dia, no futuro, o filme será reavaliado para a importância que lhe é devida. Interpretações surpreendentemente convincentes de todos os actores, principalmente de Jude Law, Ed Harris e Rachel Weisz (aqui dando já uma pequena amostra da espantosa actriz que conhecemos).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Grande, grande João Lopes

Atreve-se a questionar essa autêntica vaca sagrada tuga, os dinheiros para o futebol, bem como o silêncio das classes políticas face às escandalosas quantias movimentadas nesse meio.

E ainda falam em contenção financeira e em crise. Qual crise?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Este vídeo já anda há algum tempo no youtube, já o tinha visto, mas não na totalidade. Esta é mais ou menos uma versão feminina do Zézé Camarinha, e a cena pertence ao filme "O que Farei com Esta Espada?", de João César Monteiro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A futilidade do Ensino #7

O que é ser inteligente?

A Escola está ainda muito baseada na valorização da Inteligência escrita, sendo que quem melhor memoriza os textos para as provas globais, é quem terá melhor nota no final do ano.

Mas corresponderão os critérios escolares à selecção efectiva dos alunos mais inteligentes? Veja-se o célebre caso de Albert Einstein, que era um aluno medíano mesmo a Matemática, e veio a revelar-se o génio da Física.

E Hitchcock por exemplo? Este era um aluno medíano na escola, nunca se interessando em ter melhores notas. Só mais tarde, quando começou a trabalhar nos estúdios de Cinema, começou a revelar talento para o desenho de intertítulos, no Cinema Mudo, e posteriormente tornou-se o Mestre do Suspense no cinema.

Até que ponto o Ensino não terá subvalorizado a inteligência de algumas pessoas e sobrevalorizado outras? Será que o Ensino ainda hoje não assenta demasiado na escrita? Porque não se investe mais em outro tipo de inteligências? Existem pessoas inteligentes que podem não ser dadas à memorização entediante de manuais, e terem talentos pouco explorados, a nível das inteligências visuais, musicais, ou corporais, por exemplo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A futilidade do Ensino #6

A Filosofia, tal como é dada nas escolas, é maçuda, lenta, pouco concreta, e de utilização prática no dia-a-dia quase nula. Não se favorece o verdadeiro debate, o questionar de forma pertinente, a dúvida - preferem-se as certezas de gente que morreu há uma data de séculos (como todo o devido respeito a Nietzsche e a outros mestres), sem os professores se darem ao trabalho de contextualizar a época deles, e a importância das teorias dos mesmos.

Não admira que o pensar e o dialogar esteja tão deficitário hoje em dia. Os pais em casa não ajudam, e a escola, em que a Filosofia poderia ser a última chance de muitos compreenderem a vida, é dada de forma vaga e inexplicável, exigindo-se o decorar de textos, no lugar da sua verdadeira compreensão.

Será o Ensino Secundário assim tão importante e fundamental, comparado ao Ensino Preparatório?

A futilidade do Ensino #5


O Ensino Público, como está organizado, favorece a formação de turmas enormes, de 30 ou 40 alunos. Quem é o professor que consegue estabelecer ordem numa turma desse tamanho? Eu só me lembro de 2 ou 3 - mas esses tinham o toque do divino, e estou certo que têm um lugar reservado no céu, pela eloquência e pela capacidade de captar a atenção.

Para além do caos que se instala, as escola públicas são frequentemente palco de tensões sociais, sexismo, racismo, e bullying. Estes são problemas que prevalecem, e que nem mesmo as novas gerações tanto de professores como alunos, conseguiram lidar e solucionar.

Todo o conceito de escola enquanto sítio para estar e para se aprender precisa de ser revisto.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quando coisas más acontecem a pessoas boas

Pauline Kael dizia que um filme é só para ser visto uma vez na vida. Apesar de ela ser a pessoa que mais gozo me deu a ler sobre Cinema (pelo feitio intratável, mas também por um acutilante sentido crítico), eu discordo dela. Acho que um filme pode ser revisto, se for para nos dar um novo prisma de algo que nos escapou.

Vem esta conversa a propósito de Funny Games, que visionei hoje, a versão original de 97, para ser preciso. Vi o remake protagonizado por Naomi Watts no cinema não há muito tempo, que odiei e não foi pouco - achei um filme sádico, manipulador, de uma frieza desumana da parte do realizador, e saí da sala revoltado com o destino que é dado à família.

No entanto, ao ver a versão original, verifico que esta surpreendentemente resulta, apesar da história ser idêntica. Porquê? Talvez por o filme ser alemão. Talvez por ter actores que não conhecemos tão bem. Talvez por vermos aquele cenário ser mais plausível na Europa? Não, isso também não. Então e o massacre da mulher e dos amigos de Polanski, que sucedeu em 1969? Talvez a principal força no original resida no facto de ser um comentário à sociedade americana, enquanto o remake falado em inglês se anula a si mesmo, por se passar nos EUA, o país visado no primeiro filme.

No original de 97, nem a cena do telecomando, que no remake fez as pessoas gritarem "buh!" de ultraje no cinema, me revoltou. Talvez pelo facto de eu já saber que destino iam ter as personagens, fez-me ver com frieza todo o espectáculo de horror que se passava à minha frente. E então o original fez-me constatar uma série de coisas:
- A nossa sociedade está tão anestesiada na dependência de telefones e telemóveis, bem como nos confortos materialistas, que sem se aperceber, isso irá causar a sua própria auto-destruição;
- Vi o quanto devem ter sofrido os ocupantes da casa de Cielo Drive, nas mãos daqueles monstros, em 1969;
- A complacência com que toleramos certos indivíduos e certos comportamentos agressivos, poderão causar a nossa aniquilação;
- Tentar chegar a uma conversa racional com serial-killers, ou tentar convertê-los à nossa razão (eu não digo à Razão, pois eles têm uma razão própria), poderá causar a nossa morte;
- Quando eu estiver numa situação que me desagrade, tal como acontece com a cena dos ovos, no filme, vou pensar seriamente em agarrar no primeiro objecto contundente que tiver à mão, e matar para não ser morto - o que não falta por aí é psicopatas a estudarem a melhor maneira de nos chacinarem.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Esta noite tive um daqueles sonhos longos e reveladores, de tal forma que assim que acordo, sinto que cresci mais naquelas horas na cama do que em anos de curso universitário.

O sonho teve duas partes. A primeira mais negativa, a segunda geralmente mais positiva. Na primeira via-me numa espécie de espectáculo ou circo, o que eu estava ali a fazer não é muito claro, mas creio que estivesse a fazer qualquer espécie de trabalho. Lembro-me de estar a ser atormentado por um colega, que me custou a livrar dele, mas que consegui após muito esforço. Sinto também muitos olhares em cima de mim.

A segunda parte surge como uma espécie de recompensa ao facto de eu ter passado a primeira parte. Saio desse circo, acompanhado por uma bela rapariga morena (é engraçado como as mulheres-desejo nos meus sonhos costumam ser morenas) em traje de noite, elegante. Ela leva-me pela cidade à noite, por ruas, depois por uma espécie de chafariz enorme, e conduz-me a uns subterrâneos. Sinto que consumamos o nosso amor e tornamo-nos inseparáveis. Ela ensina-me os mistérios da vida. A postura dela em relação a mim é quase protectora, a orientar-me no caminho certo. No entanto, influências nefastas e pessoas venenosas metem-se no nosso caminho. Eu não consigo abaná-las.

Entretanto, o despertador tocou. Este é um daqueles sonos que gostaria de ter continuado.

domingo, 5 de setembro de 2010

Este post é fantástico. É o retrato da Tv portuguesa, tal como ela é.

Só tenha pena do autor não escrever mais.