sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Como é que eu não vi este filme antes?

Enemy at the Gates (2001) nunca me interessou particularmente ver, talvez pelo poster um tanto desinteressante (a lembrar jogos impessoais de pc), talvez pelo desastre que foi o filme mais ou menos seu contemporâneo e também passado na II Guerra, Pearl Harbor, que me desmotivou de ver épicos de guerra tão depressa.

O que é certo é que há dias apanhei uma cena no Canal Hollywood que me chamou a atenção. Tratava-se de uma cena em que Ed Harris está a falar com o miúdo colaborador que tenta jogar nos dois campos, uma cena de tenebrosa tensão no ar, magnificamente representada. A seguir, aparece-me Jude Law e Joseph Fiennes no ecrã, a fazerem não de americanos, não de britânicos, mas sim - pasme-se - de soldados soviéticos. "Tenho que ver isto", pensei eu.

Programei um visionamento para tão depressa quanto pudesse, e senhores, valeu a pena. A crítica portuguesa e estrangeira desancou forte e feio na altura, mas o filme não o mereceu. Está bem, este é protótipo de produções em que a veracidade histórica não é a preocupação primordial, mas isso é assumido logo desde o começo da história. Enquanto valor de entertenimento, um filme de guerra não consegue ser muito melhor do que isto, acreditem.

Creio que um dia, no futuro, o filme será reavaliado para a importância que lhe é devida. Interpretações surpreendentemente convincentes de todos os actores, principalmente de Jude Law, Ed Harris e Rachel Weisz (aqui dando já uma pequena amostra da espantosa actriz que conhecemos).

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