segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A futilidade do Ensino #7

O que é ser inteligente?

A Escola está ainda muito baseada na valorização da Inteligência escrita, sendo que quem melhor memoriza os textos para as provas globais, é quem terá melhor nota no final do ano.

Mas corresponderão os critérios escolares à selecção efectiva dos alunos mais inteligentes? Veja-se o célebre caso de Albert Einstein, que era um aluno medíano mesmo a Matemática, e veio a revelar-se o génio da Física.

E Hitchcock por exemplo? Este era um aluno medíano na escola, nunca se interessando em ter melhores notas. Só mais tarde, quando começou a trabalhar nos estúdios de Cinema, começou a revelar talento para o desenho de intertítulos, no Cinema Mudo, e posteriormente tornou-se o Mestre do Suspense no cinema.

Até que ponto o Ensino não terá subvalorizado a inteligência de algumas pessoas e sobrevalorizado outras? Será que o Ensino ainda hoje não assenta demasiado na escrita? Porque não se investe mais em outro tipo de inteligências? Existem pessoas inteligentes que podem não ser dadas à memorização entediante de manuais, e terem talentos pouco explorados, a nível das inteligências visuais, musicais, ou corporais, por exemplo.

1 comentário:

Joao Franco disse...

Completamente.

Alias da-se uma enfase muito grande a ter diplomas, e fazer muitos anos de materias interessantes, faustidiosas e que nada podem ter a ver com o sonho de cada aluno.

Antes do Aluno existe a Pessoa. E o Ensino tem de ajudar aquele ser a crescer enquanto Pessoa, so depois enquanto funçao.

Estamos habituados a fazer do ensino - o formador de funcionarios. O ensino nao é mais que instruir pessoas a fazerem uma funçao.

Quao limitador é isto !!!!!

E mesmo que assim fosse, é esmagada a intiligencia do aluno que é medida em parametros limitados como tu bem dizes - testes, faltas, trabalhos....

Quantas vezes temos que aturar disciplinas que nunca no fizeram, nem terao qualquer utilidade?

Quantas vezes o professor entende que o aluno nao é apenas aquilo que ele ve , mas um ser vivo, com emoçoes, sofrimentos, problemas e sonhos.
quantas vezes o Ensino, os professores, e os governos percebem que um aluno nao é um numero...ele é enquanto aluno apenas uma face de algo muito profundo.

O aluno é apenas a agua que vemos ao cimo do poço.

E educar devia ser pegar no melhor daquele aluno e faze-lo crescer. Torna-lo feliz, numa funçao e na vida.

Como dizias anteriormente a filosofia que se dá é maçuda. Eu axo que nao é Filosofia - é teoria da filosofia.

E para o verdadeiro filosofo fazer teorias ja nao é filosofia...mas adiante.

A filosofia é antecedida no preparatorio pela Religiao e moral, ou pelo actual Desenvolvimento civico.....

Se Filosofar é questionar, entao Religiao/moral/ é dar respostas feitas para ninguem questionar....

é estranho esta forma de ensino.
Axo que a religiao so devia ser dada a quem o desejasse, e especialmente apos a Filosofia.

Mais que morais, religiao ( que é sempre a catolica), devia haver uma Formaçao do Ser como Pessoa.

Ajudar essa pessoa a crescer, fisicamente, psicologicamente, mentalmente, socialmente. Incentivando a auto-estima, os valores essenciais, como fazer amigos, como viver em simbiose com a terra.

Tudo isso fazia muito mais sentido que por milhares de crianças a aprenderem coisas que nunca lhes dará felicidade, e a serem avaliadas como se de um boneco da playmobil, sem vida se tratasse