sábado, 23 de outubro de 2010

A minha opinião sobre a revista Visão

Eu já há algum tempo que duvidava da credibilidade jornalística da Visão, mas ia dando o benefício da dúvida, em virtude de ter alguns bons comentadores e algumas capas minimamente credíveis e interessantes.

Porém, quando hoje de manhã peguei aleatoriamente num exemplar da mesma, um exemplar de Junho, tive a certeza daquilo que há muito desconfiava - a Visão está a tentar desesperadamente não perder a clientela para a Internet e a blogosfera, seja a que preço for, mesmo deturpando a realidade.

O exemplar que peguei tinha como capa o título "Quatro dias com a seita do sexo", e eu desconfiei do que se poderiam estar a referir - ao Festival Osho que decorreu no Junho passado. Porém, não acreditei que os jornalistas da Visão tivessem tal lata. Quando abri a revista, vi que era verdade - a reportagem narrava a odisseia de um "lúcido" jornalista infiltrado no festival, para narrar tudo o que encontrasse, mas com enorme relevo para os detalhes mais salivantes.

Até consigo imaginar o jornalista a pensar "O que é que eu posso fazer para conseguir uma capa na Visão? Tem que ser algo bastante porco, a ver com sexo, adicionado com mais alguma coisa bizarra. Que tal a 139ª namorada do Cristiano Ronaldo? Nah, isso tá muito batido. Já sei, bora narrar o que acontece neste festival de hippies maluquinhos, mesmo que deturpe a realidade."

Acontece que, quem conhece minimamente a filosofia de Osho, sabe bem que ele é (sim!) a favor do sexo sem inibições, mas que esse é apenas um aspecto tangente à filosofia de amor dele. Reduzir o Festival Osho a uma "seita de sexo livre e promíscuo", é não apenas alterar o significado de uma componente, é também deturpar todo o conceito do Festival.

Posto isto, duvido que volte a comprar a Visão tão depressa.

Sem comentários: