domingo, 28 de agosto de 2011

Breve apontamento sobre a ficção portuguesa

Não há muito tempo ouvi algumas pessoas a pronunciarem-se de forma depreciativa em relação a séries portuguesas, afirmando peremptoriamente que as mesmas não passam de imitações baratas de séries americanas.

Sim e não. Se, por um lado são descaradamente influenciadas por séries como Anatomia de Grey (ver Maternidade), ou CSI e outras séries de investigação (ver Cidade Despida, por exemplo); por outro lado são passos essenciais para melhorar a ficção televisiva nacional.

Cidade Despida não é daquelas séries que me vai tirar o sono, fazendo-nos anotar na agenda para não nos esquecermos de gravar, mas há dias tive oportunidade de revê-la em repetição na RTP 1 (uma vez que da primeira vez estava com muita coisa na cabeça) e até que gostei. É melhor realizado do que as novelas fast-food, sabe transmitir um ambiente tenso, sabe apresentar personagens de forma subtil, tem óptimas equipas de duplos e de efeitos especiais para dar mais realismo.

Pode não ser uma obra-prima, mas eu penso que é um passo essencial no sentido de construir uma televisão portuguesa com maior qualidade. Não bastam novelas com enredos iguais de há duas décadas para fazer avançar a máquina da ficção.

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