quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Apartheid... ontem como hoje


Quem me conhece sabe do meu ecletismo de gostos a nível de cinema, e a minha curiosidade em conhecer géneros diferentes, cinematografias de países diferentes e filmes de épocas variadas.

A nível de televisão só agora começo a reparar em algumas coisas, e algo que me salta nitidamente à vista é o conservadorismo da nossa ficção comparativamente com outros países. Praticamente não há actrizes e actores de raça negra nas novelas, e mesmo os brasileiros que se entrosaram bem no nosso mercado de trabalho, estão misteriosamente ausentes. Também não existem mulatos ou gente de etnia indeterminada na ficção nacional. Uma pessoa muda para a RTP, SIC ou TVI e só vê portugueses de gema, não há cá lugar para híbridos, parece.

Creio que se houvesse mais intercâmbios com actores (bem como técnicos) de outros países, mesmo sem serem de língua portuguesa, a nossa televisão aprenderia muito mais, e se calhar conseguiria sair desta espécie de Idade Média em que ainda reside.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tempos "modernos"

Não consigo deixar de me espantar com a hipocrisia da classe jornalística. Volta e meia vêm para a televisão maçar-nos com reportagens repetitivas plenas de deja vu - de "como os jogos de vídeo estão cada vez mais violentos" ou de "como os filmes estão a ficar cada vez mais violentos" - mas não têm vergonhas quando se trata de mostrar cadáveres de pessoas nas capas dos jornais e nos noticiários televisivos de horário diurno.

Há umas semanas foi o corpo da velhota assassinada Rosalina, agora o ex-ditador líbio.

Inenarrável. Ainda temos muito que crescer para nos equipararmos aos animais.

terça-feira, 18 de outubro de 2011


Tinha umas saudades enormes de desenhar com lápis de cera. É um material bem mais maleável do que me lembrava.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Frase do dia

O Homem tem feito a Terra um inferno para os animais.

Arthur Schopenhauer

domingo, 16 de outubro de 2011


A crítica tem-se dividido em torno de Contágio. Eu adorei o filme, foram quase 2 horas que não dei pelo tempo a passar, mergulhado na tensão da história. Quem me conhece, sabe que eu adoro filmes-catástrofe como The Towering Inferno ou The Poseidon Adventure.

Há uma metáfora inquietante no filme - quando uma personagem recomenda a evitar todo e qualquer "social contact", vem-nos à mente as redes sociais e de como as pessoas progressivamente estão a preferi-las ao contacto humano. Será que é a maneira de Soderbergh nos dizer que estamos a isolarmo-nos cada vez mais?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A meu ver, raro é o artista que tem o dom da humildade. E num mundo tão competitivo e pleno de casos de injustiça, quem é que nunca sentiu inveja na vida?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011


Confesso: sou fã de Tintin. Creio que não há grande vergonha nisso, pois os fãs em todo o mundo ascendem aos milhões. Relendo O Lótus Azul, volvidos estes anos todos, constato o génio contido na escrita e nos desenhos aparentemente simples de Hergé. Naquela aparente estória juvenil de quadradinhos está contido um herói de grande valor, e uma ética plena de ensinamentos para todas as gerações.

Da crítica

Houve uma altura que quis ser crítico de cinema, mas hoje dou graças por não ter seguido esse caminho, pois deve ser a profissão mais desrespeitada da face da terra. Porquê? Porque é uma coisa que as pessoas já têm tão entranhada, que não conseguem imaginar que alguém possa ser pago para o fazer. Para a maioria das pessoas, tal coisa existir, seria como ser pago para comer ou para ir à casa de banho.

Basta seguir na rua para observarmos como cada pessoa lá no fundo tem um crítico de cinema e de televisão, e o à vontade com que proferem os seus juízos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Este texto é muito interessante e completamente verdadeiro. Porque é que eu às vezes tenho a sensação que as pessoas estão-me a pregar petas? Porque é que eu às vezes tenho a estranha sensação que a maior parte das pessoas só fala palha? Porque é que a maior parte das pessoas, quando abre a boca, só diz frases feitas?

domingo, 2 de outubro de 2011

Um filme do catano


Os meus amigos e leitores auteuristas que me perdoem, mas Where Eagles Dare é pura e simplesmente um dos maiores filmes de todos os tempos. Dirigido em 1968 por um realizador desconhecido, mas equipado com uma equipa de guionistas, efeitos especiais e actores de primeira categoria, numa altura em que era possível ter actores fantásticos como Richard Burton e um jovem durão Clint Eastwood com uma metralhadora em cada mão a matar nazis, o filme é muito mais do que guerra - é pleno de aventura e de suspense.

Evidências do génio do filme:
- As cenas da neve, os cenários reais, sentimos que estamos lá;
- Burton. O manobrar dos nazis na cena da mesa enorme, os twists e os bluffs, ele dá uma masterclass de interpretação que devia ser assistida por muitos ditos actores de hoje;
- A cena do teleférico e a fuga final.