quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Apartheid... ontem como hoje


Quem me conhece sabe do meu ecletismo de gostos a nível de cinema, e a minha curiosidade em conhecer géneros diferentes, cinematografias de países diferentes e filmes de épocas variadas.

A nível de televisão só agora começo a reparar em algumas coisas, e algo que me salta nitidamente à vista é o conservadorismo da nossa ficção comparativamente com outros países. Praticamente não há actrizes e actores de raça negra nas novelas, e mesmo os brasileiros que se entrosaram bem no nosso mercado de trabalho, estão misteriosamente ausentes. Também não existem mulatos ou gente de etnia indeterminada na ficção nacional. Uma pessoa muda para a RTP, SIC ou TVI e só vê portugueses de gema, não há cá lugar para híbridos, parece.

Creio que se houvesse mais intercâmbios com actores (bem como técnicos) de outros países, mesmo sem serem de língua portuguesa, a nossa televisão aprenderia muito mais, e se calhar conseguiria sair desta espécie de Idade Média em que ainda reside.

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