domingo, 26 de fevereiro de 2012

O que eu tenho a dizer sobre os Oscars

Se quiserem vejam, mas não levem aquilo demasiado a sério. Senão acabam deprimidos.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Parece que as minhas escolhas cinéfilas não coincidem com os gostos da maior parte das pessoas que eu conheço. Estou particularmente interessado em ver O Artista e A Dama de Ferro. Alguém tá a fim?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Renascer


Como é difícil mudar! Por vezes, esperamos que os outros mudem primeiro, quando muitas vezes os mesmos não têm predisposição ou capacidade para isso. Daí geram-se os tais males entendidos em que ficamos desapontados com as pessoas, e desnecessariamente, pois criámos expectativas ilusórias na nossa mente.

Para o mundo mudar um bocado, temos de ganhar a coragem para nos mudarmos a nós mesmos primeiro. Só depois podemos influenciar quem nos rodeia.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

J. Edgar


A figura de J. Edgar Hoover interessa-me há muitos anos, apesar de saber pouco sobre o mesmo. A maneira como compilava minuciosamente informação e pastas confidenciais sobre muita gente influente da política e das artes parecia antecipar em décadas o advento do Facebook (a rede de amigos, como é chamada por muita gente ingénua).

A maneira como ele coleccionava todos os podres de figuras de Hollywood, condicionando o trabalho e a vida pessoal dos mesmos, tornava-o uma das figuras mais temidas de sempre da história dos EUA, acabando por influenciar (mesmo que ele não o soubesse) de forma indirecta, a história do cinema americano. Não era, como tal, uma figura que fosse previsto haver grande simpatia da nossa parte.

Mas o extraordinário poder criativo de Eastwood reside em tornar Edgar num ser humano. E Di Caprio consegue a maior interpretação da sua carreira. O facto da Academia dos Óscares ter pura e simplesmente ignorado este filme é mais uma lacuna gravíssima no seu historial de erros crassos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Para variar, História


O Dn de hoje tem um texto de Mário Soares em que o mesmo dá a sua opinião sobre a crise, a União Europeia, Angela Merkel, e a situação da Grécia.

Há uma parte que achei interessante em que diz que os especialistas consideram esta crise bem pior do que a de 1929, a tal que originou a ascensão dos fascismos. E então rio-me. Rio-me não de Soares. Rio-me desses especialistas, que me lembro ainda há uma década dizerem, aliás juravam a pés juntos, que uma crise como a de 29 jamais voltaria a acontecer, porque "estaria tudo mais controlado".

A ironia do tempo veio confirmar mais uma vez que os homens não aprenderam absolutamente nada. Apesar de todos os avanços, continuamos a ser uma carneirada igual à de 1929.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Todos somos voyeurs?


E por falar em minetes, há também aqueles que preferiam levar uns broches. É o caso dos tipos que moram agora em frente a mim, e que já os apanhei a mirarem-me quando estou de tronco nu. Só me calha disto na rifa.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tenho andado a receber muitos mails e sms's cheios de erros ortográficos. E de pessoas que supostamente não o deveriam fazer, pois são supostamente fãs de leitura e de livros. Vá lá, meus caros, toca a melhorar a escrita, sim? More action and less words, please.

Efemérides



Uma vez que a RTP parece mais interessada em transmitir concursos em que a ignorância reina e galas intermináveis, eis que o Google nestes últimos dias prestou homenagem a dois grandes mestres, cada um no seu ramo de especialização: Charles Dickens e François Truffaut.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Geografia do mal?


Há uma breve cena em Torn Curtain que sempre achei interessante - o momento em que Julie Andrews se apercebe para onde o seu noivo pretende ir (Alemanha de Leste) e o verbaliza em voz alta "Mas isso fica por detrás da cortina de ferro!", a um indiferente recepcionista de hotel.

Sendo que ainda estava longe de nascer na altura em que o filme foi feito (1966), apenas posso imaginar o que seria ver alguém passar para o outro lado, e o medo que provocava o apenas mencionar o outro lado da cortina.

Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de pensar que conhecendo bem demais a amnésia geral que se instala nas pessoas com o evoluir do tempo, há uma certa semelhança entre este medo que havia do bloco de Leste (Torn Curtain é para todo o efeito anti-comunista) e os medos semeados recentemente pelos Estados Unidos em relação ao Afeganistão e ao Iraque.