domingo, 19 de fevereiro de 2012

J. Edgar


A figura de J. Edgar Hoover interessa-me há muitos anos, apesar de saber pouco sobre o mesmo. A maneira como compilava minuciosamente informação e pastas confidenciais sobre muita gente influente da política e das artes parecia antecipar em décadas o advento do Facebook (a rede de amigos, como é chamada por muita gente ingénua).

A maneira como ele coleccionava todos os podres de figuras de Hollywood, condicionando o trabalho e a vida pessoal dos mesmos, tornava-o uma das figuras mais temidas de sempre da história dos EUA, acabando por influenciar (mesmo que ele não o soubesse) de forma indirecta, a história do cinema americano. Não era, como tal, uma figura que fosse previsto haver grande simpatia da nossa parte.

Mas o extraordinário poder criativo de Eastwood reside em tornar Edgar num ser humano. E Di Caprio consegue a maior interpretação da sua carreira. O facto da Academia dos Óscares ter pura e simplesmente ignorado este filme é mais uma lacuna gravíssima no seu historial de erros crassos.

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