domingo, 25 de março de 2012

Eu diria mesmo mais, pois o negrito desta notícia está incompleto. Eu diria que o clássico de Walt Disney de 1937 Branca de Neve e os Sete Anões tem influenciado toda a ficção televisiva nacional desde há uns 10 anos atrás. Não foi apenas o público de cinema que se infantilizou, foi também o público televisivo. As novelas da TVI são o exemplo mais notório, em que regra geral uma protagonista com um corpo de actriz porno, uma cara de anjo, e alma pura como a neve de Janeiro, se vê lixada em todas as frentes, por infortúnios da vida (regra geral é orfã ou pobre) e por inimigos e inimigas que a querem afastar a todo o custo do príncipe encantado. Escusado será dizer que no final os maus morrem, e a heroína tem direito ao seu inevitável casamento na igreja, de véu e grinalda. As pessoas vão para a cama mais descansadas porque se fez justiça, e no dia seguinte abrem mais o cuzinho, com esperança que os cortes não doam muito.

domingo, 11 de março de 2012


Melancolia de Domingo? Talvez, mas hoje uma melancolia boa.

sábado, 10 de março de 2012

Um pleasure não tem que ser guilty


Foi isso que pensei quando reparei que recomeçou hoje a passar na RTP Memória a série Major Alvega. E a série aguentou bem a passagem do tempo, pois apesar de ter sido produzida em finais dos anos 90, e com uma tecnologia na altura criticada pelos mais cínicos como "básica" e "pobre", o que é certo é que acabou por se tornar estranhamente profética para coisas que se fizeram lá fora, como Sin Citys e derivados de menor qualidade.

Os episódios têm sempre a introdução e o epílogo adequadamente narrados pelo saudoso Fernando Pessa, e as interpretações são o prato forte - Ricardo Carriço é mais do que adequado no papel do herói/galã, interpretando com seriedade um papel que se poderia tornar facilmente canastrão; António Cordeiro tem talvez o papel da sua vida como o sádico coronel Von Block que insulta os homens à volta com "seu estúpido", "seu mentecapto", para além do imprescindível de filmes de nazis "schnell!"; e mesmo a loira Rosa Bella, que anda desaparecida dos ecrãs há muito, traz um glamour ao papel da dama em apuros, Fraulein Schmidt.

Há influências e homenagens claras a filmes e séries. Sem Os Salteadores da Arca Perdida, os antigos filmes de guerra, e séries britânicas como Allo Allo, Alvega não teria sido feito. Mas isso não tira os méritos desta série originalíssima, um autêntico um ovni raro de criatividade nos panoramas da televisão nacional.
Nunca vos aconteceu alguma coisa ser tão intensa que têm que a interromper para assimilar devidamente as coisas? Tal é o caso de 11 Minutos, de Paulo Coelho, um livro que inicialmente li non-stop quase até ao meio, mas que depois tive que começar a abrandar o ritmo, lendo somente um capítulo antes de me deitar. A aprendizagem que nos é dada em cada parágrafo exige uma pausa quase constante para uma pessoa pensar sobre aquilo. A leitura é desafiante a esse ponto.

Coelho, mesmo que seja um mercenário em termos de literatura como tanto lhe chamam, já ganhou o combate em termos de transmissão de filosofia de vida. E isso, meus amigos, é algo de que poucos escritores se podem gabar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Os meus amigos snobs que me perdoem, mas Paulo Coelho é um grande escritor. Todo o sucesso que ele tem é justificado.

sábado, 3 de março de 2012

Isto é uma surpresa ao mesmo tempo interessante e ao mesmo tempo estranha. Interessante pelo facto de lidar com figuras reais do Cinema como Hitchcock e Janet Leigh, estranha porque as filmagens de Psycho nem foram das mais acidentadas da carreira do realizador. O que poderá haver para contar?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Apelo

Venho por este meio apelar aos meus camaradas leitores para criarmos um Dia Internacional do Homem, uma vez que as hostes femininas se começam a agrupar para o Dia Internacional da Mulher. Toda a gente fala das mulheres, coitadinhas que apanham tareia e mais não sei o quê. Então e o poder da cona? Alguém tem pensado na violência psicológica do poder da cona sobre nós? Será que não nos sentimos igualmente ou até mais ameaçados na sociedade actual?