sábado, 10 de março de 2012

Um pleasure não tem que ser guilty


Foi isso que pensei quando reparei que recomeçou hoje a passar na RTP Memória a série Major Alvega. E a série aguentou bem a passagem do tempo, pois apesar de ter sido produzida em finais dos anos 90, e com uma tecnologia na altura criticada pelos mais cínicos como "básica" e "pobre", o que é certo é que acabou por se tornar estranhamente profética para coisas que se fizeram lá fora, como Sin Citys e derivados de menor qualidade.

Os episódios têm sempre a introdução e o epílogo adequadamente narrados pelo saudoso Fernando Pessa, e as interpretações são o prato forte - Ricardo Carriço é mais do que adequado no papel do herói/galã, interpretando com seriedade um papel que se poderia tornar facilmente canastrão; António Cordeiro tem talvez o papel da sua vida como o sádico coronel Von Block que insulta os homens à volta com "seu estúpido", "seu mentecapto", para além do imprescindível de filmes de nazis "schnell!"; e mesmo a loira Rosa Bella, que anda desaparecida dos ecrãs há muito, traz um glamour ao papel da dama em apuros, Fraulein Schmidt.

Há influências e homenagens claras a filmes e séries. Sem Os Salteadores da Arca Perdida, os antigos filmes de guerra, e séries britânicas como Allo Allo, Alvega não teria sido feito. Mas isso não tira os méritos desta série originalíssima, um autêntico um ovni raro de criatividade nos panoramas da televisão nacional.

1 comentário:

Joao Franco disse...

1000x melhor que o Freaky festivel. Sinceramente, eu ate mudo pa TVI, porque cantam tao mal.......