sábado, 28 de julho de 2012

Esta noite sonhei, ou melhor tive um pesadelo, que estava a ver pessoas a derreter devido a ácido. Eu próprio estava a fugir do ácido e chegava a ser um bocado queimado. Havia uma batalha enorme em Mem Martins, gente morria. Sei que o actor Michael Douglas aparecia ali no meio a fazer não sei o quê. Perto do final descobria que estava a assistir um filme, e que não era nada a sério...

Qualquer interpretação disto agradece-se.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Hoje sonhei que estava a viajar por terras que não consigo identificar, apanhava boleia algumas vezes, e fazia novos amigos pelo caminho. Oxalá seja bom presságio.

domingo, 22 de julho de 2012

Hoje sonhei com amigos que me diziam umas verdades incómodas e sonhei com objectos que desapareciam, como uma bicicleta.

Anteontem sonhei que havia uma cerimónia gigantesca no Algueirão, mais concretamente na igreja. Aquilo abarrotava em gente. Chegava lá alguém para celebrar o evento, o líder. Tratava-se de Demis Roussos. De repente, aquilo volvia-se numa revolução política e social, e sei que aquilo era uma revolução há muito desejada no país. As pessoas correm por todos os lados. Mas há muita traição no ar e muitos contra revolucionários e sucedem-se conflitos.

sábado, 21 de julho de 2012

E vai mais um...

Com as notícias de mais um massacre nos EUA, desta vez não num liceu mas numa sala de cinema na estreia de Dark Knight Rises, é triste constatar que a vítima maior será, uma vez mais, o cinema. Agora foram os franceses que cancelaram a estreia.

O poder das sociedades varrerem os problemas assim rapidamente para debaixo da carpete é algo de extraordinário. Tal como em Clockwork Orange, não há grande dilema - proibe-se, censura-se de imediato. As pessoas ficam vedadas de ver, de pensar as coisas.

Seguem-se os inevitáveis capítulos de atribuição de responsabilidades, reportagens, documentários, até as pessoas se esquecerem, e acontecer uma nova matança.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

29

Sempre é preciso saber
quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude
será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam
e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.

Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio,
pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
 Paulo Coelho

terça-feira, 17 de julho de 2012

E assim vai o país... (como sempre)

Depois do capítulo "A culpa é do Sócrates", foi a vez de "a culpa é do Passos". Agora isso mudou momentaneamente com o novo bode expiatório de serviço - Miguel Relvas. Há crise? A culpa é dele. Há incêndios? A culpa é dele. Não nego que o que fez é condenável, mas porque é que as notícias e os temas de conversas são tão monocórdicos? Não me consigo livrar da ideia que nos andam a atirar areia aos olhos...
Enquanto muitos insistem no negativismo e que não se tem criado nada de novo, eu permito-me discordar solenemente. Há um novo blog no horizonte, and what a blog it is - trata-se de À Pala de Walsh. Não deixem de ler este post sobre algo que devia ser falado e é muitas vezes esquecido.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

domingo, 1 de julho de 2012

O que João Lopes se esquece, é que os jornalistas não pensam grande coisa quando fazem as perguntas. Fazem-nas, independentemente do sentido, e mesmo que dêem a resposta na pergunta. O jornalismo português, salvo raríssimas excepções de alguns repórteres com mais experiência e/ou sabedoria, prima pelo óbvio e pelo cliché. Não acrescenta nada, mas tem de se fazer ouvir.