domingo, 18 de novembro de 2012

Hoje como não tinha nada de especial para fazer, fui à Cinemateca, e fiquei para ver dois filmes, coisa rara, pois gosto de digerir um filme de cada vez, e com calma.

Os dois não podiam ser mais distintos um do outro - foram French Can Can e Sex, Lies, and Videotape. Consegui apreciar os dois à sua maneira, embora o segundo seja um bocado mais intenso.

French Can Can é um filme de Jean Renoir, realizado no distante ano de 1955, e foi um dos últimos da sua fase final. Nele vemos Jean Gabin espalhando charme old school, como o empresário de cabaret que acaba por fundar o Moulin Rouge. Pelo caminho vemos as inúmeras mulheres que povoam a sua vida, chegando algumas a brigas violentas de ciúmes... Eu só gostava de ter a sorte deste gajo quando chegasse àquela idade ter as mulheres todas a caírem-me aos pés.
Pelo caminho vemos o estilo inconfundível do realizador, com a joie de vivre, e com muita cor e música à mistura, e as coisas a resolverem-se de forma bastante civilizada, muito à maneira da Regra do Jogo.

Sex, Lies and Videotape, é um filme do não tão distante ano de 89, realizado por Steven Soderbergh (foi o filme de estreia dele) e quanto menos se disser sobre ele melhor. Se nunca o viram, vejam-no, por favor.

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