quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quiet desperation

Quando comecei a ver o filme O Substituto pensei - ok, das duas uma, ou isto vai ser uma espécie de Clube dos Poetas Mortos ou de Mentes Perigosas com Michelle Pfeiffer. Não podia estar mais longe da verdade.

O filme segue o percurso de Adrien Brody, que interpreta um professor de substituição numa escola problemática, que os alunos começam por chamar nomes e ameaçar (muito à maneira das escolas portuguesas e do célebre caso do telemóvel), mas acabando lentamente por respeitá-lo. O problema é que isso veio com um preço na sua vida, com um evento que ninguém esperava, sucedendo-se a descrença no sistema e uma completa sensação de falhanço.

Aliás, O Substituto é um filme sobre o fim de um tempo. Não esperem conforto aqui, nem alunos em cima das carteiras no final. Este é um filme sobre como a sociedade fracassou para com os jovens. Sobre como o mundo abandonou os professores à sua sorte.

Às vezes é preciso ver a realidade tal como ela é.

1 comentário:

Joao Franco disse...

Genial....

n podia escrever melhor critica....