domingo, 23 de dezembro de 2012

E Tudo o Vento Levou é um filme muito cá de casa, e revejo-o de vez em quando, quase sempre pela quadra natalícia.

Assim o fiz hoje, e é engraçado que o passar dos anos só torna Gone with the Wind melhor, e com uma durabilidade que muitos filmes reputados de hoje não se poderão gabar daqui a 70 anos. É impossível deixar de nos identificarmos com a fedelha mimada do Sul Scarlett O'Hara, cortejada por todos os homens, e que despreza o único homem de jeito para ela, Rhett Butler. Raras vezes a sétima arte terá tido duas escolhas de casting tão perfeitas como Vivien Leigh e Clark Gable.

Dei por mim a pensar, com a chegada de Vertigo ao primeiro lugar da Sight and Sound, como melhor filme de todos os tempos, porque diabo Gone with the Wind será tão frequentemente marginalizado, comparado com outros mais respeitáveis. E então compreendi - este não é um filme de autor, e teve uma história de produção bastante acidentada, sendo que não se pode atribuir a sua criação a uma única pessoa - muito mais do que um filme de Cukor, ou de Victor Fleming, este é um filme de Hollywood, da sua máquina que tanto poder exerceu ao longo de décadas sobre os actores e sobre a criação artística. E é uma criação, por mais que os auteuristas tenham horror só de pensar nisso, em larga parte da responsabilidade do produtor David O. Selznick.

1 comentário:

Joao Franco disse...

É o filme favorito da minha mãe!

Por acaso sabia que ia dar mas como tive o miudo por aqui nem me lembrei.

Andei foi com o miudo a rever o episodio 5 do Star Wars...

Por acaso estes dias têm passado bons filmes....