sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Há uns dias atrás, foi notícia amplamente divulgada que os cinemas Castello Lopes iam fechar umas largas dezenas de salas pelo Portugal continental e insular, consequentemente mandando muita malta para o desemprego. 

Em relação ao desemprego é de facto lamentável, mas em relação ao fecho das salas o governo e alguns ilustres da praça escusam de vir chorar lágrimas de crocodilo, pois era uma coisa que já vinha a ser semeada desde há muito anos para trás, muito antes mesmo desta "crise" económica começar.

Quando se começaram a construir salas de cinema dentro de massivos centros comerciais, e quando para lá chegar tinha de se percorrer largos quilómetros de carro e/ou a pé, foi o começo do fim da relação que as pessoas tinham com o Cinema, por mais frágil que fosse essa mesma relação.  

Foi secundarizar o Cinema, foi a mesma coisa que dizer "Ok, cinema é muita giro, mas primeiro vêm as comprinhas e a publicidade". Foi reduzir o Cinema a uma espécie de curiosidade de feira, a que apenas alguma gente estranha dava atenção.

Claro que a pirataria também não ajudou, mas não sejamos hipócritas pelo amor da santa, o afastamento das pessoas em relação ao cinema começou há muito, mas mesmo há muito mais tempo que isso.

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