sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Os loucos anos 20

Gostei bastante mais de Cotton Club agora, do que quando o vi há uns anos atrás. Talvez pelo facto da primeira vez ter esperado qualquer coisa mais pesada, na linha do Padrinho, e talvez tenha apreciado mais agora por me ter tornado enorme fã da música jazz.

É um filme de gangsters sim, mas é mais um musical a meu ver, pois a música tem um papel preponderante na acção, e vai comentando o que está a acontecer. As re-orquestrações primorosas de John Barry da música original de Duke Ellington ficam no ouvido e os números de danças são fantasticamente filmados por Coppola. Gosto especialmente do número do final de Gregory Hines, em que o palco e a realidade vão-se misturando aos nossos olhos.

Lá por o filme ser musical, o rigor histórico não deixa de ser irrepreensível. Nota-se o olhar de um realizador cuidadoso atrás da câmara. E o cast tem actores soberbos, como Bob Hoskins e Fred Gwynne, que fazem uma dupla memorável de gangsters simpáticos. Mas a meu ver, quem mais brilha aqui é Diane Lane, com um guarda-roupa de vamp estupendo, ela é absolutamente divina.

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