sexta-feira, 26 de abril de 2013

Prisoner of War

Entre as promoções a preço vermelho na Fnac, encontrei um jogo antigo (como tal os gráficos não são por aí além) mas muito interessante: Prisoner of War. A premissa? Somos um aviador americano que cai em território inimigo, é levado como prisioneiro de guerra em infames sítios como Stalag Lufts e Colditz, e o nosso objectivo é escapar, de forma mais silenciosa possível. Até à fuga acontecer, temos que desempenhar algumas tarefas como arranjar ferramentas, fardas alemãs, ou documentação. Se fizermos barulho ou se algum dos guardas nos vir a fazer alguma coisa suspeita, perdemos e somos obrigados a voltar ao load anterior.

É tudo muito à maneira do antigo jogo Commandos e do filme The Great Escape, é muito fixe mesmo.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Embora polémica, acho esta ideia deliciosamente provocadora. Porque é uma maneira de não se esquecer a História e o que aconteceu não há muito tempo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O Expresso de Von Ryan

Ando a colmatar algumas lacunas cinéfilas graças à biblioteca de Sintra, que agora disponibiliza uma vastidão de DVD's para requisição, totalmente de graça.

Uma delas é O Expresso de Von Ryan, que andava há uma data de tempo para ver, com Frank Sinatra no papel do herói. Podia não ser um grande grande actor, mas que trazia uma certa credibilidade aos papéis que desempenhava, isso é inegável. E havia uma dureza nele muito reminiscente de Bogart nos filmes dos anos 40. Um artista completo.

Nos papéis secundários temos rostos familiares como Trevor Howard, um actor britânico brilhante, Brad Dexter, presença assídua em westerns e film noir, e Adolfo Celi de Thunderball.

Antigamente não ligava grande coisa a filmes dos anos 60, mas estes filmes de guerra sempre me conseguiram captivar, pela capacidade de identificação com as personagens, pelo suspense das cenas de fuga, pelos fantásticos meios de produção utilizados, e pelos vilões nazis que são sempre os melhores vilões.

Von Ryan pode não ser um filme propriamente brilhante, mas cumpre sem dúvida todos os requisitos.

domingo, 21 de abril de 2013

Eye of the Devil

Penso que um dos grandes crimes da televisão por cabo portuguesa continua a ser o facto os filmes do TCM não passarem legendados em português. Porque se fossem, estou certo que seriam bem mais vistos pois a programação é excelente, só que por vezes passam lá filmes britânicos em que o sotaque cockney é impenetrável (por ex, a primeira vez que vi Get Carter não entendi patavina), e duvido que mesmo pessoas que entendem inglês compreendam o que se está para ali a falar.

Há bocadinho, no entanto, passou um filme que não precisamos de ser pros em sotaques para entender - trata-se de Eye of the Devil, um filme de terror do distante ano de 1966, uma co-produção anglo-americana.

Não é normalmente englobado em listas de filmes importantes de terror, mas é daqueles que eu mais dia menos dia teria de ver. Em parte por ter alguns dos melhores actores britânicos que pisaram a face da terra - David Niven, Deborah Kerr, Donald Pleasance e Flora Robson - mas também por ser o primeiro papel de Sharon Tate, que teve um trágico fim nas mãos da família Manson. Tate é a verdadeira surpresa do filme, a sua beleza vista através das lentes baças realça ainda mais a sua perturbadora personagem.

Aliás, ela e David Hemmings são duas das personagens mais assustadoras que me lembro de ter visto em filmes de terror, género de que eu confesso não ser grande fã. A meu ver, a vida real pode ser bem mais horrorosa do a ficção. Vejam o que aconteceu a Sharon.

sábado, 20 de abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Há dias os meus trilhos cruzaram-se acidentalmente com a Fnac do Colombo, um sítio que procuro evitar a todo o custo, pelo longo caminho que tem de se percorrer para lá chegar. No meio da multidão aceleradamente consumista, os meus olhos percorreram as promoções de jogos de pc a preço vermelho (as únicas que eu considero com verdadeiros preços de promoção), e descobri este muito interessante ao módico preço de 2,49 €: Death to Spies - Moment of Truth.

Death to Spies é uma espécie de Commandos, em que temos que fazer operações silenciosas, matando uma série de soldados nazis e esconder os corpos, para o alarme não ser activado. A diferença é que em Commandos vemos os nossos homens de cima, aqui temos só um protagonista, e a visão é na terceira pessoa.

O que é especialmente engraçado neste jogo é a sua premissa intrigante. Somos um agente da SMERSH, o serviço de contra-espionagem criado por Stalin durante a guerra (sim, o mesmo que faz aparições na ficção de Ian Fleming), e procuramos eliminar perigos à mãe pátria russa. O facto de não controlarmos as facções americana e britânica é bom, para variar.

Tenso, cheio de suspense, e que nos faz pensar, Death to Spies é o tipo de jogo que me enche as medidas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Conhecer outra faceta de uma escritora

Agatha Christie é provavelmente a autora que eu li mais na minha vida, em parte pela linguagem simples, directa e despretensiosa, e em parte pela fórmula irresistível e certeira que assistimos desdobrar-se com algumas variantes nas dezenas de livros. Como era possível escrever tanto e tão bem intrigava-me também muito.

Li praticamente todos os livros em que aparecia o detective belga Hercule Poirot, bem como alguns em que ele não aparecia, mas às vezes dava-me a sensação que havia um subtil sentido de humor e comentário social mordaz por detrás de toda a tragédia dos crimes daquelas estórias e de toda a frieza do processo criminal.

A dupla do casal de detectives Tommy and Tuppence foi criada um bocado nesse sentido, de narrativas mais leves, com menos sangue e drama, e mais martinis, maior sofisticação e elegância, mais wit britânico, misturado com os sons do foxtrot e do charleston dos anos 20.

Só agora descobri, graças à RTP Memória, a série Agatha Christie's Partners in Crime e fiquei bastante agradado com essa série gravada no início dos anos 80, até porque acaba por colmatar muitas lacunas acerca da vida da escritora. O que leva uma jovem de boas famílias, com uma educação austera, com um bom casamento e sem visões de dificuldades financeiras, dedicar-se à escrita de policiais? 

Partners in Crime dá-nos grande parte das respostas. Tommy e Tuppence é um casal muito ao estilo de Nick e Nora, mas numa versão britânica. O crime acontece à sua volta, mas isso não parece ser muito grave, pois o importante é ficar cool e espezinhar a rotina. Quase que sentimos a presença da autora projectando como gostaria que fosse a sua vida diária conjugal, observando a vida animada de Tommy e Tuppence (brilhantemente interpretados por James Warwick e Francesca Annis).

A quem vir a série, à primeira vista, e sem conhecer muito sobre Christie, parecerá outra daquelas séries respeitáveis de época da BBC - glamourosa, mas frouxa e sem surpresas. Nada poderia estar mais longe da verdade.

domingo, 7 de abril de 2013

O intrigante caso do Quadro do Menino da Lágrima

Não é o título de um caso de Perry Mason mas quase que poderia ser. Depois de ler este post, relembrei estes quadros estranhos pintados por Giovanni Bragolin. Não sei se ele de facto vendeu a alma ao diabo e matou as crianças, mas o que é certo é que nunca me senti bem nas casas que tinham esta gravura, e penso que jamais conseguiria dormir durante a noite com uma criança destas a fitar-me.

sábado, 6 de abril de 2013

Como continuação da análise feita (e muito bem) aqui, acrescento apenas que a reposição de Taxi Driver no contexto actual é das escolhas mais inteligentes que me lembro de ter visto em muito tempo. Aparentemente, nada tem a ver com os filmes de Hitchcock que o antecederam (tirando outra genial banda sonora de Bernard Herrmann), mas a sua reposição aparenta quase uma espécie de aviso à classe política que nos entra pelos ecrãs diariamente - será que não têm a noção de que estão a criar vários Travis Bickles?