sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Más memórias do ecrã

Nunca vos aconteceu não gostar de um filme e não saber exactamente explicar porquê na altura que acabam de o ver? Pois bem, The Blind Side ou Um Sonho Possível em português é um desses, e que só agora consegui entender o que me repudiou no filme.

Há dias, reparei que estava a dar na televisão em horário nobre, e mais uma vez houve ali alguma coisa que me incomodava profundamente, por debaixo de toda aquela leveza e de todo aquele optimismo de feel good movie baseado num "caso verídico".

E só hoje constatei o que era - o filme é de um racismo tremendo, um manifesto descarado sobre a superioridade dos brancos sobre os negros, e de que como os negros sem os brancos para os orientarem são uma carneirada perdida. O personagem negro, sobre quem o filme supostamente está a contar a estória, é totalmente secundarizado para ser dada luz sobre a rica família branca que o adopta, e do quão maravilhosos eles são por se terem sequer importado com ele.

Como Sandra Bullock foi nomeada e até ganhou o Oscar é uma das coisas mais revoltantes e reveladoras de sempre do que vai na cabeça de grande parte dos membros da Academia.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que os realizadores pensam uns dos outros

Quem é que dizia que os realizadores eram todos amigos e formavam uma espécie de irmandade de paixões comuns? Alguns odeiam-se mesmo, e o veneno e o peso da competição abundam nos bastidores do meio pequeno da Sétima Arte (mesmo em Portugal).

Eis algumas reveladoras passagens que transcrevi do blog Cinema Notebook:

5. David Cronenberg sobre M. Night Shymalan:
"I hate that guy! Next question."

4. Francois Truffaut sobre Michelangelo Antonioni:
"Antonioni is the only important director I have nothing good to say about. He bores me; he’s so solemn and humorless."

3. Ingmar Bergman sobre Orson Welles:
"For me he’s just a hoax. It’s empty. It’s not interesting. It’s dead. Citizen Kane, which I have a copy of — is all the critics’ darling, always at the top of every poll taken, but I think it’s a total bore. Above all, the performances are worthless. The amount of respect that movie’s got is absolutely unbelievable."

2. Ingmar Bergman sobre Jean-Luc Godard:
"I’ve never gotten anything out of his movies. They have felt constructed, faux intellectual, and completely dead. Cinematographically uninteresting and infinitely boring. Godard is a fucking bore. He’s made his films for the critics."

1. Vincent Gallo sobre Sofia Coppola:
"Sofia Coppola likes any guy who has what she wants. If she wants to be a photographer she’ll fuck a photographer. If she wants to be a filmmaker, she’ll fuck a filmmaker. She’s a parasite just like her fat, pig father was."

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Como arruinar a vida dos seus filhos em 10 breves lições

Deveria ser o subtítulo de Splendor in the Grass, um dos filmes mais devastadores que se deve ter feito sobre o amor na adolescência e o crescimento. Esqueçam as comédias românticas de hoje em dia, os American Pies e merdas irrealistas que pululam nos ecrãs, que tratam os sentimentos como uma troca de camisola num jogo de futebol. Os verdadeiros sentimentos percorrem este filme intemporal.