quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Blackmail

Após descobrir há poucos dias um early Hitchcock que ainda não tinha visto, fiquei com o bichinho e deu-me saudades de rever Blackmail (1929), desta vez a versão sonora, ao contrário da última vez, que vi a versão muda.

A versão sonora é bem melhor do que imaginava, mesmo apesar de não ter muito sons, dando para ver claramente a sua génese; tem muitas utilizações interessantes do som, nomeadamente na música, sendo que as personagens passam muito tempo a assobiar e um personagem chave do filme canta enquanto está ao piano. Talvez o uso mais inovador do som advenha da repetição da palavra knife, várias vezes aos ouvidos da protagonista, quando ela vai para cortar pão (semelhanças com Sabotage).

Em Blackmail já está lá tudo - desde a heroína loira "inocente", o erotismo que transpira em muitas cenas, o assassinato e a culpa, e a perseguição final num local famoso (aqui o British Museum).


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