segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Argo

Argo ganhou o Oscar de melhor filme este ano. Algo injustamente se o compararmos com os filmes que bateu na categoria, Amour e Django Unchained, mas a sua vitória diz muito (à semelhança do que as elevadas audiências da Casa dos Segredos dizem em Portugal) sobre a imagem que os americanos gostam de ter de si próprios. Uma espécie de salvadores de reféns, humildes, algo cool, e bem menos agressivos do que era Rambo nos anos 80.

O filme narra a estória de um salvamento de meia dúzia de americanos no Irão, na crise internacional dos reféns de finais dos anos 70/início dos 80, uma operação top secret organizada pela CIA, com o disfarce de uma equipa de filmagem a procurar locais de filmagem. Na fase inicial temos uma sátira à indústria de Hollywood (embora não tão feroz como poderia ter sido), mas o filme mete-se melhor em movimento nas suas cenas de thriller político.

Se Argo ganhou injustamente o Oscar de melhor filme? Sim, ganhou, disso não há dúvida, mas não é totalmente desprovido de méritos.

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