quarta-feira, 9 de julho de 2014

The Pleasure Garden

A minha cinefilia sempre foi de tentar evitar cair em armadilhas do auteurismo, tentando não chegar aos extremos dos Cahiers, que consideravam um filme fraco de um grande realizador mais interessante do que um bom filme de um realizador pouco conhecido.

Mas com Alfred Hitchcock, uma pessoa rapidamente abre uma excepção, pois o seu filme de estreia The Pleasure Garden, concebido em 1926, é um festival de motivos visuais que posteriormente apareceriam na obra do realizador. Logo a primeira cena, em que vemos as coristas de pernas desnudadas descendo as escadas em caracol, seguido de um velho a observar derretido as figuras delas com uns binóculos remetendo para Rear Window, o filme está pejado do sentido de humor ácido do mestre do suspense. Mesmo apesar de ser uma estória de pouco suspense... é mais um conto moral sobre a amizade e o sexo.

Excelentes cenas finais também, em que o vilão (Miles Mander) começa a alucinar com o fantasma da mulher que afogou.

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