sexta-feira, 1 de agosto de 2014

To Die For

You’re not anybody in America unless you’re on TV. On TV is where we learn about who we really are. Because what’s the point of doing anything worthwhile if nobody’s watching? And if people are watching, it makes you a better person.

Feito numa altura em que Nicole Kidman era gira e ainda não andava viciada nos botoxes, To Die For foi inadvertidamente um dos filmes mais premonitórios de sempre, em relação ao vício na fama e a busca da mesma no século XXI.

Suzanne Stone é uma rapariga de uma terra pequena no New Hampshire, sintomaticamente chamada Little Hope, e o seu maior sonho é atingir voos mais altos, ter um programa de televisão próprio, quiçá até chegar a Hollywood. Casa-se com um rapaz da terra, que até acha uma certa piada à mulher aparecer como apresentadora da meteorologia na televisão local, mas que a quer como mulher troféu para ter os seus filhos perfeitos. Os dados ficam lançados para a tragédia.

Vemos ao longo do filme como Suzanne é um autêntico monstro, que não olha a meio de manipular as pessoas para chegar aonde quer. Estranhamente, não deixamos de nos rir com ela e com o tom geral do filme, que é uma autêntica comédia negra, pois as pessoas que são trituradas por esta femme fatale não são totalmente isentas de defeitos. Apenas, como diz a personagem do empregador dela (Wayne Knight) "temos pena de quem se atreve a lhe dizer alguma vez não".

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